Quarenta e três hectares das Áreas de Proteção Ambiental (APAs) dos Morros da Babilônia, São João, em Botafogo, e Morro do Leme já foram reflorestados. O projeto CoopBabilônia é resultado da parceria entre o RIOSUL, a Prefeitura do Rio de Janeiro e a Associação dos Moradores da Lauro Muller e Adjacências (ALMA).

Projeto de reflorestamento recupera 43 hectares dos Morros do Leme e da Babilônia-São João
RIOSUL Shopping Center é o patrocinador do Projeto

Quarenta e três hectares das Áreas de Proteção Ambiental (APAs) dos Morros da Babilônia, São João, em Botafogo, e Morro do Leme já foram reflorestados. O projeto CoopBabilônia é resultado da parceria entre o RIOSUL, a Prefeitura do Rio de Janeiro e a Associação dos Moradores da Lauro Muller e Adjacências (ALMA). Além da recuperação florestal, fazem parte do projeto o Ecoturismo e a educação ambiental. Desde 2001 já foram investidos mais de um milhão e oitocentos mil reais no projeto. O RIOSUL Shopping Center é o patrocinador permanentemente do Projeto CoopBabilônia há quatro anos.

Os benefícios do reflorestamento já podem ser notados nas áreas com a regeneração natural. Diversas espécies nativas da flora voltaram a colonizar as áreas espontaneamente como o Pau-brasil, Ipê-amarelo, Aroeira, Ipê-rosa, Embiruçu, Canafístula, Cedro-branco, Angico-branco, Sete-capotes, Paineira, Jatobá, Guapuruvu, Pau-ferro, entre outras 80 espécies de árvores. Até agora, já foram plantadas mais de 190.800 mudas. Na fauna também a recuperação das áreas trouxe de volta espécies que haviam migrado para outros locais, incluindo algumas espécies raras ou ameaçadas de extinção como a Jacupemba, Tucano-de-bico-preto, Papagaio-curica, Sabiá-preto, Coleirinha, Pichochó, Saíra-sete-cores e Trinca Ferro.

Dos 43 hectares recuperados, 12 são no Morro da Babilônia; três no Morro do Leme; 11 no Morro do Urubu; no bairro do Leme, e 17 no Morro São João Batista, em Botafogo. Além do reflorestamento, faz parte do projeto o Ecoturismo nas trilhas ecológicas desses morros. Já foram implantados 1.200 metros de trilhas e mais 7.050 metros estão em manutenção. Outro processo do projeto é a instalação de 50 marcos de concreto e a construção de trilho e cabos de aços para delimitar fisicamente as APAs.

Trilhas ecológicas
Em parceria com Agente Ambiental da Prefeitura do Rio, a CoopBabilônia promove ainda a educação ambiental, que busca conscientizar e mostrar a importância da recuperação e proteção ambiental aos moradores locais.

São realizados passeios comemorativos pela APA do Morro da Babilônia para que as pessoas conheçam de perto o trabalho de reflorestamento que é desenvolvido no local, além de outras atividades de ecoturismo da região e os projetos sociais das comunidades próximas.

Durante estes passeios, é possível conhecer também um pouquinho da história do Rio de Janeiro e explorar plataformas, furnas, edificações, casas e fortalezas do tempo do Brasil Colônia. Os guias explicam que os portugueses usavam estas rotas para transportar água, alimentos, provisões de armas e munições que eram levadas em mulas para os pontos onde se concentravam as tropas.

Antes disso, os índios nativos da região já utilizavam essas trilhas para locomoção entre o litoral e o interior da cidade antes mesmo da chegada dos portugueses no Brasil.
Outra função importantíssima dessas rotas era a de proteção, vigilância e deslocamento rápido para transmissão de informação. Mesmo mais tarde, durante a Segunda Guerra Mundial, o Morro da Babilônia e do Leme foram utilizados como pontos estratégicos de defesa da cidade. Em alguns lugares ainda é possível encontrar casamatas com peças de armamento. Já o Ponto da Vigia do cume da Babilônia foi utilizado como telégrafo na década de 40 do século passado.     

Com a descoberta desse passado histórico, A ALMA está buscando meios de pedir o tombamento da trilha ecológica. Várias associações de moradores da região coletaram informações sobre a área para tentar proteger o atual Parque da Chacrinha, as Ruínas da Casa de Teodoro, o Pescador e os Arcos construídos pelo Marquês do Lavradio em 1.725.       
Para programar uma caminhada especial ou fazer o passeio nos fins de semana, basta entrar em contato com o guia de ecoturismo local.

Contatos para caminhada – Raphael – 9222-8806