Quem tem um mínimo de intimidade com a agulha e o tecido já deve ter cogitado, ainda que por um momento, como seria ver suas criações desfilando passarela abaixo. Os nomes aí ao lado não se fizeram de rogados – correram atrás do sonho e foram escolhidos como finalistas do Prêmio RIOSUL Novos Estilistas. Saiba quem são e conheça suas propostas.



Juliana Rêgo Totti
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Conceito:
Rio de Janeiro, Cidade Maravilhosa. E é somente natural se apaixonar. A cada visita, as impressões que ficam são as mais carinhos possíveis, e é por me sentir assim, tão acolhida pela cidade, que mesmo não sendo carioca, me arrisco a falar um pouco de suas maravilhas nessa coleção.

O ponto de partida é esse clima charmoso e despretensioso que paira no ar. A cidade é infinita, e nada mais carioca que a mistura. Do Rio atual ao de outras épocas. Do malandro à calçada de Ipanema, passando pelo bondinho de Santa Teresa e o Jardim Botânico – são alguns dos lugares e personagens que quis enfatizar, tudo bem leve, como deve ser. Que maravilha!

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Julia Pereira Falcão Henriques

Rio – eu te amo:
O seu clima envolvente hipnotiza moradores e visitantes com suas belezas naturais criando um vinculo emocional imediato, como amor a primeira vista. Paixão e atração são estimulados pelo céu azul, o pôr do sol, as estrelas, a praia, a leveza, a simplicidade, o despojado e o cima boêmio.

O Espírito libertário permeia os looks que remetem à década de 70, anos de muita valorização da natureza. Fluidos e leves, com muitas transparências que lembram a água das praias e evidenciam o corpo. A silhueta solta preza pelo conforto.

A planta costela de adão, que adorna muitos jardins da cidade, foi o tema para a estampa pelo seu formato de coração. As pérolas bordadas representam as estrelas do céu da Cidade Maravilhosa.

O linho foi escolhido pelo seu frescor, a renda pela idéia do artesanal, e o chifon de seda pela sensualidade.

A cartela de cores foi inspirada no azul dos mares, na areia das praias, e o pink o amor. Pitadas de laranja usadas nos acessórios iluminam e trazem o calor do Sol.

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Mariana Santos Martins de Melo

Conceito:
A coleção é inspirada no Rio de Janeiro e nos seus militares. Esta inspiração pode ser vista por meio das cores mais sóbrias e das modelagens mais sérias.

Tecidos como sarja, malha de algodão, cetim, tule, tricoline e cores como azul anil, verde Amazônia, rosa, dourado, preto entre outras permitem que esta coleção vá desde a mais alta patente até ao seu lar de uma maneira única e eclética.

Voltada para uma mulher contemporânea e aberta à novas experiências que um belo guarda roupa pode proporcionar.

Desde já, sinta-se à vontade para ingressar neste universo em que a única ordem é...divirta-se!

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Paola Lucas Ferreira

Se revolta Rio de Janeiro:
A inspiração para a coleção foi tirada da transformação que o Rio de Janeiro passou no início do século XX, quando o presidente Rodrigues Alves autorizou as obras de urbanização ao prefeito Pereira Passos, transformando o Rio de Janeiro no que ele é hoje.
No Rio antigo havia muitos cortiços e por falta de saneamento, doenças se proliferavam, por isso teve a campanha de vacinação feito pelo Dr. Oswaldo Cruz. Outra medida foi expulsar as pessoas menos abastadas da zona sul, o que propiciou o crescimento desordenado da zona norte/oeste. Por conta dessas reformas ocorreram revoltas dos populares.

Esse período se passa na Belle Époque que influenciará nas cores e na forma de modelagem da coleção. Momento no qual se estabeleceu o traje social masculino como atualmente é usado, enquanto as mulheres de classe alta se vestiam com roupas muito luxuosas que ressaltavam as formas femininas, abusavam de rendas, tecidos nobres e as saias eram muito volumosas, em forma de sino.

A coleção será voltada para as mulheres que viviam nos cortiços, de classe baixa, porque elas se aviltaram com as mudanças. Nesse cortiço viviam prostitutas que se trajavam com vestidos listrados, de acordo com o livro “O pano do diabo”, e por isso eram mau vistas pela alta sociedade.
tule e o chifon eram tecidos muito utilizados nessa época e devido as demolições esses tecidos sofreram. Para a coleção os tecidos passarão por um processo de destruição e queima, encontrado uma nova textura.

Na modelagem a forma do “S” da Belle Époque será todo desconstruído, para alcançar novas formas, dando a idéia de construção e demolição. As cores em tons pasteis, utilizados pelas mulheres da época e os tons de cinzas será a ligação das construções. As listras serão muito usadas na coleção, é o que as diferenciavam das outras mulheres. Essa mulher será moderna, madura e segura, não se preocupa com rótulos, por isso usará peças do guarda roupa masculinos, como paletó e calça. Por causa da destruição da reforma a coleção terá um clima drama-romance.

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Barbara Gonçalves Barreira

Do jeito delas:
Se o Rio é o coração do Brasil, seus moradores que o fazem pulsar! O povo carioca é cheio de alma, tem brilho no olhar. Por serem tão únicos os cariocas criaram um estilo de se vestir característico: despojado e divertido.
Esta coleção foi inspirada nas cariocas e em tudo que elas mais gostam. A cor areia (ou nude) além de ser uma homenagem as praias também representa a pele, que está sempre a mostra.
O amarelo é vibrante e alegre, fica lindo na pele bronzeada e faz homenagem ao tão amado Sol.
A cor limão (verde cítrico) é inspirada na caipirinha (que não precisa de maiores apresentações).
A estampa representa tudo o que as cariocas mais gostam.
Não poderiam faltar maiôs e biquínis, por isso o maiô “Copacabana” é uma declaração de amor a praia mais querida da cidade.
Nada mais característico do Rio do que as peles bronzeadas, e por isso a cor dourada se faz presente.
As sandálias feitas com tiras de tecido na cor areia são para passar a idéia de pés na areia ou pés descalços.
Se chover, para não perder o bom humor,uma linda capa de chuva da conta do recado.
Nos dias de calor sair da praia de shortinho e biquíni para mostrar o bronzeado.
E para um lanche com as amigas no fim de tarde a jardineira jeans amarela garante a diversão.
Esta coleção é assim: divertida, despojada e versátil. Uma homenagem as jovens cariocas.
Afinal, o que seria da cidade maravilhosa sem as garotas de Ipanema?

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Lívia Mello de Almeida

So.Rio – Aqui eu me sinto mais brasileira.
É um Rio de Janeiro em seu rascunho e essência, uma síntese do expressivo em sua forma mais sutil. Um tão e muito (so, na língua inglesa) representando sua identidade, e o verbo sorrir no constante presente do indicativo (sorrio). Um passeio entre o concreto e o subjetivo acolhendo o suprassumo que a cidade oferece em percepção e sentimento.

É o Cristo Redentor de braços abertos sem receio, com amor e vivacidade para quem quiser receber, o Pão de Açúcar com seus volumes e descontração, e ainda a natureza unida ao desenvolvimento urbano. Sem contar a dança que acontece para que nisso haja uma mínima harmonia.

Uma coleção de inverno que se apresenta disponível e sem excessos, propondo um grande silêncio a fim de resgatar (ou ainda acrescentar) toda a sutileza e verdade distribuída em cada símbolo da cidade, tendo como ponto de partida o sorriso.

A cartela de cores é a natural local, onde as cores vibram e o asfalto faz parte da decoração. Com suas escalas de azuis, verdes, beges, crus e cinzas. E notas de mesclas, em um azul acinzentado e no verde azulado. Em linho, malha, moletinho, veludo cotelê, tule de lycra e jacard. Temperando um pouco essa estação que é onde se pode valorizar ainda mais o característico verão carioca.


Dessa forma, aproveita-se a roupa como um veículo comunicativo indireto, porém material, mais próximo de nós para traduzir essa proposta de diluir e aproximar o intangível, ou de representar o concreto e conhecido. Assim o branco assina o silêncio, não no sentido de submissão ou falta de expressão, mas transcrevendo a consciência, sem destaques e contrastes. Sem barulho.

Há também a aplicação da silhueta do Pão de Açúcar em mangas e barras; mangas extras são postas envolvendo a cintura como em um abraço representando o Cristo e todo o afeto das pessoas que aqui já estiveram, como num abraço eterno. E ainda a janela da nossa alma representada por uma fresta em um detalhe no vestido, transmitindo para quem estiver por perto o que temos de bom. Acompanhada de uma asa estilizada nas costas dando a conotação de proteção ou liberdade.

Os shapes finais são a síntese de todo o argumento, são formas simples e confortáveis em peças que dão passagem para um estilo carioca aconchegante e sem excessos.

O Rio de Janeiro é uma cidade em que se pode afirmar: Aqui eu me sinto mais brasileiro! Confirmando ainda mais o que já foi dito, e que apesar de tudo, “O Rio de Janeiro continua rindo...!”

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Carolina Ludwinsky

Desenvolveu-se uma coleção de cocktail dresses voltada para o público jovem feminino, apresentada em cinco vestidos inspirados no Rio de Janeiro. As formas, linhas, cortes de tecido e cores foram todos retirados dos principais pontos turísticos da Cidades Maravilhosa e região, assim como, foram baseados nas tendências primavera/verão 2011, bem como, os tecidos utilizados.

Os principais pontos de referência foram o Pão de Açúcar, o Cristo Redentor, Copacabana, o Museu de Arte Contemporânea e os Arcos da Lapa. Do Pão de Açúcar foi retirada sua forma para o tomara-que-caia do vestido. Suas cores também foram utilizadas em um degradê que vai do verde escuro ao areia. A roupa do Cristo inspirou um vestido mais moderno. As formas e cores do conhecido calçadão de Copacabana foram utilizadas em babados de um vestido também inspirados nas tendências para o verão 2011. O formato do Museu de Arte Contemporânea de Niterói trouxe suas curvas inspiradoras projetadas por Oscar Niemeyer para um vestido ousado e contemporâneo. E por fim, os Arcos da Lapa que com a simplicidade de suas linhas formaram um vestido simples, porém elegante.

A coleção Rio de Janeiro é para mulheres práticas e elegantes que na correria do dia-a-dia ainda arrumam tempo para desfrutar das maravilhas desta cidade. Com os novos vestido, ela estará pronta num piscar de olhos e sempre bonita para seus compromissos.

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Maira Carvalho Saraiva

Buscando uma fuga dos conhecidos cartões-postais do Rio de Janeiro, a favela se apresenta como uma fatia singular num imenso caldeirão da cultura carioca. Responsável por polêmicas discussões políticas, conquistou seu lugar na moda, nos modos, na música e no mundo com autênticidade.

Na favela é sempre verão. Garotas da laje, caixa d’água, varal. As roupas decotadas, coloridas e justas encontram um lugar no armário o ano todo. E a montação para o baile funk é um mix de sensualidade e sexualidade. Mulheres abusam dos brilhos, fendas e sobreposições e se jogam ao som da linguagem de seu povo, de seu universo carioca.

As cores da coleção são as mesmas que enfeitam as paredes das casas: azul, verdem amarelo, rosa. E são as mesmas dos muros com seus grafitis: preto, vermelho, branco e concreto.

As estampas destacam pequenos detalhes da vida em comunidades, com pegadores de roupa, baldes, pipas, sacolés e a própria favela, ao longe, grafitada.

2011 traz uma coleção anti-cartão-postal, sobre um Rio de Janeiro onde se tem verão o ano todo e para quem vive o verão apenas como mais uma temporada.

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Fernando Cozendey Parada

Uma coleção de moda praia foi criada inspirada no Rio de Janeiro. Os elementos do cotidiano das praias cariocas foram transformadas em peças de roupa qie se ajustam a diferetes corpos, proporcionado pela lycra, mostrando que a praia é o ambiente mais democrático e mais precioso que a cidade carioca tem.

Projeto conta com 05 peças: albatroz, cactos, guarda sol, castelo de areia e siri. Todas estas são altamente artesanais, compostas por recortes distindos em lycra que, costurados, formam imagens. Tal técnica também engloba a filosofia da sustentabilidade, uma vez que aproveita pequeninos retalhos de tecido que sobram durante o corte.

Em toda a coleção, o uso do viéis elástico – “elástico mexicano” – na cor preta realça cada recorte, conferindo contorno aos mesmos. Aviamentos complementam as imagens criadas em cada peça, como as tachas de metal dourado que serão aplicadas no maiô cactos

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Carolina Barreto Pinton

Moda, estrutura e memória – O Mercado Municipal, o Shopping RIOSUL e uma releitura da moda nas últimas décadas.

Década de 1980. O mundo é um lugar colorido e em ebulição e o Rio de Janeiro, pronto para os novos tempos, inaugura seu primeiro shopping center. O RIOSUL, reunindo em um mesmo espaço moda, cultura e lazer e hoje um dos símbolos da cidade, apontava um novo caminho para a organização do comércio carioca.

Voltamos um pouco na linha do tempo e estamos, agora, em 1907, quando é erguido na Praça XV o famoso Mercado Municipal do Rio de Janeiro. Primeiro grande núcleo de comércio organizado da cidade, o mercado iluminou o Rio por cinqüenta anos até, vítima da ânsia pela modernização, ser destruído e dar lugar ao viaduto da Perimetral. Hoje, a mesma Praça XV abriga, nas manhãs de sábado, uma feira de antiguidades: um mercado livre onde relíquias do passado são trazidas para o presente, encantando ainda mais uma atmosfera já tão cercada pela História.

Dois marcos na história comercial do Rio de Janeiro; dois locais tão diversos e tão semelhantes entre si. No Shopping RIOSUL, a moda é soberana; no antigo Mercado, o foco eram os alimentos. O RIOSUL ainda pulsa febrilmente; o antigo Mercado já é passado. Mas, como locais de troca de cultura, experiências e sorrisos, esses dois espaços em muito se aproximam. Essa foi, então, a minha idéia: buscar inspiração para a base da coleção na estrutura física do Mercado Municipal, agregando, como elementos de composição, referências da moda que se fizeram presentes, desde a década de 80 até a atualidade, nas vitrines do shopping carioca.

Composto por dezesseis ruas e mais de duzentas lojas, o prédio do Mercado foi a maior estrutura de ferro já construída no país. Hoje, no entanto, só resta uma das torres do prédio, onde funciona o restaurante Albamar. A estrutura do edifício e o seu estilo eclético, misturando formas orgânicas com linhas e ângulos retos, foram a principal inspiração para as formas da coleção. O ferro aparece em acessórios como cintos, broches e adereços para a cabeça.

A cartela de cores da coleção é formada por fotos tiradas no arredores da Praça XV e outras antigas, encontradas, encontradas na feirinha de sábado – algumas caracterizados em preto e branco e outras coloridas artificialmente após o processo de revelação, O resultado, portanto, é uma mistura entre o preto, o cinza e o tons claros como o cru, de um lado, e de outro o rosa, o azul e o laranja em tons vivos e fortes.

As estampas são desenhos feitos diretamente no tecido. A primeira retrata, com base em imagens encontradas na internet, as ruas e os prédios da região, incluindo o Paço Imperial e o próprio Mercadão. A segunda mistura linhas em diferentes sentidos, imitando uma padronagem xadrez e lembrando as grades, os portões e o caráter geométrico da estrutura do Mercado.

As peças têm como base o algodão cru, sem alvejante, o mesmo que é estampado com desenhos em preto por cima. Junto a ele o crepe de seda, o linho, a organiza, a malha mescla moletom, o tactel e o fio de lycra para meia-calça. Em suma, uma mistura de tecidos de fio natural com outros de características totalmente artificiais.

Os acessórios são feitos em ferro. Cintos largos e finos com dobradiças laterais que permitem a acomodação ao corpo, arcos, broches de temas variados – também encontrados na feirinha de antiguidades, alfinetes e uma mochila. Feita em couro e com o fecho em metal, esta última mistura a característica pratica e utilitária da mochila com a delicadeza de um fecho usado para bolsas menores.

O tênis, peça fundamental para a moda desde os anos 70, foi escolhido como acessório para os looks. Presente em diferentes momentos das últimas décadas e inclusive até os dias de hoje, ele transmite com perfeição o tom de releitura do passado que a coleção busca assumir. Aqui ele aparece nas suas cores básicas (preto e cru, que também são cores da coleção) e repleto de broches em sua superfície – os mesmo broches que aparecem como ornamento em uma das peças.

A coleção, portanto, mistura referências desses três mercados – o Mercado Municipal, a feira de antiguidades e o RIOSUL, tendo como base a estrutura do Mercadão e as formas e peças que marcaram as últimas décadas. Estão presentes, por exemplo, referências do Grunge, o clima divertido do New Wave e os ternos e cabelos curtos das mulheres da geracão Yuppi. A feira da Praça XV, que forneceu os acessórios utilizados na coleção, funciona como um link entre dois grandes marcos na vida comercial, explicitando a relação entre duas épocas e se configurando como um ele entre passado e presente.

A coleção está proposta para o outono/inverno e considera que estamos no Rio de Janeiro, onde o clima de praia prevalece mesmo nas estações mais frias. É pensada idealmente para uma mulher na faixa dos vinte anos, moderna, prática e divertida, ligada nas tendências tanto de moda quanto de música, arte e cinema e que faz questão de vestir roupas que combinem com a sua rotina e ao mesmo tempo expressem um pouco sobre quem ela é.

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Antônio Guedes

Absorção da cultura globalizada sem abrir mão das raízes.

Os croquis são inspirados no Remix que é a cultura do Rio de Janeiro. A mistura das revisitações de estilos. A mistura de povos e culturas. A cidade é essencialmente sexy e informal. Nela e em seus habitantes, encontra-se uma cultura como de grades cidades globalizadas e, ao mesmo tempo, um contato extremamente próximo com a natureza.

Isso pode ser visto nas ruas cariocas: um remix de estilos e movimentos como grafitti, hiphop, pop, grunge, rock, surf, skate, clubber, preppy entre outros. Por isso os looks apresentados são como colagens de estilos variados mas sem perder o que há de único na cultura carioca, que é o conforto em primeiro lugar (antes mesmo do dresscode), despojamento, sensualidade, cores quentes e informalidade. Tudo isso numa coleção “hip”, sofisticada, chic e com espírito jovem

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Laura Kaufmann

Conceito:

O charme do Rio de Janeiro e o estilo de vida carioca, tem sido fonte de inspiração para o Brasil e para o mundo. Como uma forma de sintetizar a identidade visual, a praia de Ipanema e o seu colorido ao entardecer, dão as diretrizes desta coleção. Ângulos retos e marcados misturam-se aos tecidos soltos e amplos. Contribuindo para um visual diferenciado, mas ainda assim comercial. Revitalizando os clássicos, a ousadia e o embalo do homem carioca aparecem como tema desta coleção.

Como público alvo busco o homem de estilo de vida jovem da zona sul carioca. Este homem busca na moda uma forma de expressão da sua unicidade e identidade. Gosta de se diferenciar pelo bom gosto e sofisticação, contudo ainda existe certos padrões que ele busca seguir e regras de masculinidade que não quer quebrar.

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Hugo Cataldi Costa

Conceito:

Esta coleção apresenta uma visão diferente do malandro carioca, um malandro skatista, que anda por toda a cidade do Rio de Janeiro, da zona sul a zona norte, observando a arquitetura paisagística da cidade através de um olhar diferente, sempre a procura de de lugares que tenham potencial para ser “esqueitáveis”, porém esse indivíduo como bom malandro que é, não vive só de skate, e tem uma vida social agitada precisando de roupas para variadas ocasiões, tanto para andar de skate, quanto para sair de noite ou ir a praia.

A coleção desenvolvida mostra essa identidade, a de um guerrilheiro urbano que ama a sua cidade, de um “cara de atitude” que vê a cidade como uma enorme pista de skate em potencial a ser explorada através do “carrinho” e cuidada para que continue sempre “esqueitável”, afinal, para se andar de skate é preciso de chão liso...

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André Lucian Leal

Rio Yin:
Você conhece uma cidade sinuosa? É uma maravilha! Muitos podem achar que sinuoso pode significar complicado. Pelo contrário, é a maneira mais fácil e agradável de ser ver as coisas. Por exemplo, ao chegarmos ao Rio de Janeiro, ficamos pasmos com a visão das montanhas e do movimento contínuo da água, que vem e vai nas praias, com ondas que vão e vêm. Isso é movimento e isso é algo sinuoso, cheio de curvas, agradável e hipnotizante. E aí, vemos as garotas que andam ondulantes pelas praia de Copacabana, com suas curvas, sendo que o calçadão também é tão ondulante quando a curvatura da orla do mar. Elas andam por calçadas com desenhos sinuosos. E se formos a lagoa Rodrigo de Freitas, seu formato curvo nos convida a andar, correr ou andar de bicicleta em torno dela. Isso também nos inspira a sermos menos angulosos na vida, a ter uma maneira Yin e Yang de ver as coisas.

Essa também foi minha inspiração ao desenhar esses croquis. Muitas curvas na forma e uma mente aberta, que não dá lugar a arestas. Os ângulos são suavizados pelas curvas. Montanhas como seios, areia que forma dunas arredondadas, em certos dias, até o vento sopra curvo, criando rodamoinhos. Tudo nessa cidade convida ao prazer de arredondar arestas da vida e da moda. As cores dessa coleção são emprestadas do anoitecer, que nos oferece o tom do preto em contraste com cores vibrantes de um fim de tarde quase noite, refletindo nas belas curvas do Rio.
Curtam meu trabalho inspirado nessa cidade multifacetada em forma de útero que acolhe e dá a luz, a alegria e ao encantamento.

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Daniel de Albuquerque Ribeiro

Conceito:

O Rio de Janeiro visto de cima por olhos mais altos. Pela visão divina?
A convenção humana, para entender a obra de Deus, riscou no papel curvas exemplificando os volumes.
Morros, montanhas, encostas...A cidade!
A inspiração para essa coleção vem do relevo carioca e das cartas topográficas, ferramentas indispensável para geógrafos, arquitetos e urbanistas.
A partis daí, pensar o encontro entre o natural e o calculado foi como passei a enxergar a cidade dentre os mais belos volumes naturais já vistos e algumas, não tão belas, construções arquitetônicas. É o meu entendimento de que existem diversas formas de construção.
Terra, terra, terra! Pé no chão! Relevos e planaltos. Montes, volumes e planos.
Pelas mãos dos homens o que é vivo torna-se eterno...documento...impresso e certificado.

A Coleção:
Coleção masculina onde ha estudos de volumes em técnicas de modelagem plana e tridimensional. Novas propostas para a silhueta do homem.

Os materiais:
A proposta é a utilização de materiais naturais, em sua maioria algodões, que aparecem em lona, sarja, tricoline e meia malha, além da organza de seda.

Beneficiamentos:
Tingimentos manuais que simulam manchas, tie dye e bordados como remendos.

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João Dalla Rosa Júnior

Conceito:
Ao pensar em Rio de Janeiro, é possível chegar a inúmeras referências. Estas ao mesmo tempo em que se opõem, se complementam. O par praia/cidade é o maior exemplo de todas elas e, talvez, seja aquele que rege todas as outras relações. A praia é sinônimo da beleza natural que encanta qualquer pessoa. Ela se expressa em linhas curvas e nas cores de seus elementos: areia, azul céu, verde mar, marrom terra. A cidade, por sua vez, apresenta o jogo de linhas retas da ação humana. Suas cores criam um diálogo do branco e do preto com os pontos vermelhos de “pare” e os verdes de “prossiga”.

A capital carioca é um espaço que emanam contrastes de todas as ordens: culturais, políticos, sociais e econômicos. No entanto estes contrastes se diluem na cidade e na praia. Neste espaços, as forças que distanciam as referencias, quando tomadas isoladamente, as aproximam no ritmo da vida, conferindo novos significados às práticas e representações da cidade.

Dentre a variedade de contrastes, 5 são trazidos para esta coleção. Cada croqui representa i=um deles que são frutos de longas observações e experiências na cidade/praia.

O primeiro deles é chamado Favela / Condomínio. O look correspondente às duas formas de moradia mais recorrentes do Rio de Janeiro. Em ambos os espaços, os recortes geográficos são a principal característica: formas são sobrepostas, gerando um pachwork de concreto.

Dentre as práticas esportivas que a praia e a cidade apresentam, o Surf / Skate são duas maneiras muito semelhantes de movimento a partir dos recursos de cada espaço. Tanto um como o outro se deslocam em linhas curvas, desafiando a gravidade neste segundo contraste.

Samba / Funk compõe o contrate musical. O terceiro par funde a tradição e a contemporaneidade: o samba, cheio de leveza e a ginga, é a história brasileira e o funk, com sua explosão de energia, a efervescência da juventude.

O quarto par vem da comida: Biscoito / Feijoada. O biscoito de polvilho alimenta qualquer lugar. Sua forma curva é a máxima expressão das sinuosidades do feijão que, em conjunto, forma o prato típico da culinária brasileira.

Por fim, a praia e a cidade acolhem as entidades que vieram pelo mar, mas que se fixaram nas construções urbanas, São Jorge / Ogum alude ao sincretismo religioso: de origens distantes, as personalidades se mesclam em cores e devoções. Com armaduras eles se vestem, trajando a mestiçagem cultural da cidade maravilhosa.

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Lais Nascimento da Costa

O Príncipe do Rio Mítico:

Ele é carioca, curte pegar onda e em meio ao turbilhão de água e areia sente-se como o príncipe Namor.

Destemido, mergulha no mar de águas muito azuis do Arpoador e com agilidade de quem parece ter asas nos pés, domina as águas, acreditando ter o poder de controlar a vida marinha. Imagine esse príncipe menino admirando o charme e a magnífica beleza do pôr-do-sol mais deslumbrante do Rio de Janeiro, ao cair da noite, volta seu olhar para o mar limpo com peixes pulando a toda hora e observa a lua, certo de que esta cidade é capaz de oferecer aos mais simples dos mortais a sensação de ser privilegiado por poder presenciar um dos espetáculos mais democráticos da natureza.

É desse cenário que vem a inspiração para a coleção O Príncipe do Rio Mítico. Tudo é movimento e tem a leveza e o frescor da juventude que nada teme a não ser o que não pode ser mudado. Esse pensar e sentir carioca traduz-se em uma inusitada mistura de texturas e em cores frescas e ácidas com toques de cinza e bege.

O up contemporâneo fica presente nos traços andrógenos da modelagem masculina. A cintura foi conduzida para os quadris e os ganchos rebaixados em média onze centímetros, provocando formas alongadas. Com peças ajustadas, as pernas ganham destaque, valorizadas por bolsos, recortes, sobreposições e pregas. Na modelagem dos tops a ousadia fica por conta dos decotes e golas. A proposta é mergulhar no mar do improvável e descobrir o que pode ser transformado, ou melhor dizendo, metamorfoseado, buscando do simples fazer o novo.

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Ana Lopes de Andrade

Coleção Floresta Urbana:

A coleção foi inspirada nas curvas, cores e formas encontradas na maior área verde urbana do mundo: a Floresta da Tijuca, localizada no coração da cidade do Rio de janeiro. As cores principais são os tons de marrom e de verdes encontrados na mata, aqui combinados com o azul do céu e o vermelho das plantas. As formas lembram as carapaças dos insetos, e resultam numa releitura desse casulo para a realidade urbana.

Em contraste com as formas orgânicas, inspiradas na natureza, temos as formas angulosas. A geometria é o que existe de mais anti0natural nesse contexto, pois representa a presença humana e seus prejuízos nesse ecossistema.

São duas as estampas: a primeira é uma releitura da textura das árvores, em tons de verde e marrom (estampa Musgo) e foi feita sobre um tecido de Nylon. A segunda estampa foi feita a partir de uma foto do topo das árvores, e é em toda em tons de cinza (estampas Folhas). Foi feita sobre um Voil.

O primeiro look é um tricot bem fininho em tons de degradê de azul, combinado com um short de Nylon todo recortado com a estampa Folhas em tons de cinza.

O segundo look tem como base um tricot na cor cinza com aplicações em alto relevo fazendo o desenho de folhas, e calça de Nylon de gancho baixo com estampa Musgo.

O terceiro look é uma camisa social de voil com estampa Folhas, colete Maxi de tricot em vários tipos de pontos diferentes e calça de Sarja com degradê de tons de azul.

O quarto look é um casaco de tricot bem pesado com aplicação de bordado fazendo o desenho de um inseto. Embaixo, calça de Nylon com volume nas laterais, na cor cinza.

O quinto look é um maxi casaco com capuz de Nylon com a estampa Musgo. Os ombros foram aumentados e existe um plissado no peito, se assemelhando muito à carapaça de um inseto. Embaixo, bermuda também de Nylon na estampa Musgo. Os acessórios são dois broches em formato de insetos, feitos em resina.